sábado, 10 de janeiro de 2009

Ecrevo mais uma vez. Tomara que essa seja uma das ultimas. Desdo inicio te escrevo várias vezes por semana, mas tu não me responde. Espero todos os dias o carteiro em minha porta e o que recebo são contas à pagar. Não esqueça que tem uma dívida comigo. E quando pagará por ela? Não espero que nada seja pago por você. Só espero que não se enraive quando lhe cobrar o juros. Jurei por mim mesmo que não colocaria mais essas contas na ponta lapís. Isso só tem trazido dor de cabeça e aborrecimentos. Já estou com o meu saldo zerado por você. E quero uma vez por todas zerar esse prestação, que tem custado horas de minha paciência. Quanto mais isso vai me custar?

domingo, 26 de outubro de 2008

CAPITU

Ah, Capitu, meu anjo!
Quanta falta de inspiração! Quão vazio de metáforas ou eufemismos está meu coração por ti!
Ah, Capitu, és dona de lágrimas malditas. Elas que se escorrem da tua ressaca pois também se querem enterrar e eu casmurro por ti, por nós, por mim.
Ah! Pequena e frágil Capitu, quanta força!
Hoje fechei a gaveta da escrivaninha... mas, ah Capitu, o cheiro de rosas ainda exalava de lá (!)
Escrevo-te tamanho meu desespero de apagar-te de mim porque
'eu tenho a minha dor, que é minha só, não é de mais ninguém'. Quanta ausência você me deixou!
Oh, Capitu, quantas sombras em mim! Quantas marcas de ti, meu amor de perdição!
Refaço tuas tranças sempre que o calor se faz de madrugada e amo teu corpo, tua coxa, tua voz... Refaço-te ainda a cada nova poesia.


Com amor, Bentinho
-Primavera de 2008-

sábado, 25 de outubro de 2008

Queria te escrever hà um tempo, mas nunca sabia começar essa carta. Hoje tomei força e decidi só escrever. Quero te contar que recebi suas cartas, mas não sabia como responde-las. Você de estar se falando "por que ele não só respondeu!". Parece facíl, mas eu não queria escrever algo simples com respostas diretas. Não queria dizer somente um "olá, como vai? aqui está tudo bem.". Queria escrever algo que me desse sentido, nem que fosse só pra mim. Lembro que eu te disse que era complicado falar as vezes, que me sentia meio vazio quando eu tinha que falar só por falar, preferia ficar quieto e só pronunciar quando algo de importante me viesse. Para escrever eu sinto o mesmo. Se acha que estou me prolongando no meu discurso, me desculpe só é assim que estou conseguindo desenvolver minhas palavras. Não quero que me ache ingrato por que não lhe ofereço as mesmas palavras de carinho me mandas. Definitivamente não sei ser redundante. Já lhe disse uma vez que sei fazer carinho, mas falar sobre ele é quase humanamente impossível para mim. Ontem reli sua primeira carta. Te confesso que a achei por acaso. Acho que ela me impulsionou a te escrever. Ela me fez lembra de coisas. Esquece. Espero que não fique muito zangada se eu não te responder as outras cartas. Lerei todas que mandar, mas não darei certeza de responde-las.

com grandes dificuldades,